Entre os dias 11 e 14 de dezembro deste ano, acontece a 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CNSAN), em Brasília. Esta conferência tem o papel de mobilizar sociedade e governo para a construção do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar. O lema Erradicar a fome e garantir direito à comida de verdade, democracia e equidade, norteará os debates nesses quatro dias de evento. Organizada pelo Consea Nacional, em parceria com a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional ( Caisan) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional ( Sisan), a conferência conta com a participação de conselheiros/as eleitos/as em seus estados, representando as esferas governamentais e a sociedade civil. Eles e elas estarão dialogando com os objetivos da CNSAN, que dentre eles está o Direito Humano à Alimentação Adequada, por meio de sistemas alimentares justos, antirracistas, antipatriarcais, sustentáveis, promotores de saúde e da Soberania e Segurança Alimentar.
Pernambuco participa da 6ª CNSAN com 64 delegados/as eleitos/as durante a 6ª Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Pernambuco (CESANS), que aconteceu entre os dias 30, 31/10 e 1º de novembro, no Recife. Cerca de 200 participantes discutiram, formularam e aprovaram propostas de construção de políticas públicas voltadas para erradicar a fome e garantir direito à comida de verdade. Os diálogos foram construídos a partir do tema da conferência: “Fome, vozes, direitos e democracia: diálogo necessário para efetivação da soberania e segurança alimentar e nutricional”. A delegação de Pernambuco leva na sua bagagem as propostas formuladas do Estado para apresentar à Conferência Nacional, dando sua contribuição para a construção do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar.
Para construção das propostas, conselheiros e conselheiras trabalharam com os três eixos propostos pelo Consea Nacional como preparatórios para a 6ª CNSAN, que são eles: 1. Determinantes estruturais e macrodesafios para a soberania e segurança alimentar e nutricional; 2. Sistema nacional de segurança alimentar, nutricional e políticas públicas garantidoras do direito humano à alimentação adequada e 3. Democracia e participação social.