A maior troça de inclusão social de Pernambuco, Me Segura Se Não Eu Caio, tomou conta das ruas da Torre, no Recife, na tarde desta quarta-feira. A equipe da Superintendência Estadual de Apoio a Pessoa Com Deficiência (Sead) marcou presença mais uma vez, nesta 12ª edição, junto com mais de mil pessoas com deficiência e seus familiares.
O superintendente Edmilson Silva, da SEAD, entidade que integra a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), participa da troça desde sua criação. ”Há doze anos, o bloco reúne as pessoas com deficiência para mostrar a sociedade como é importante apoiar e prestar solidariedade a este público. Aqui nos sentimos seguros para brincar o carnaval”, concluiu.
Entre os foliões, estava Bruno Ribeiro, 25, tirando fotos com amigos e integrantes do grupo de maracatu, que assim como ele possuem a Síndrome de Down. O grupo faz parte da APABB (Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade), uma das 13 associações que integra a organização do Me Segura Se Não Eu Caio.
Desde o ano passado, o turismólogo Bruno participa do desfile, quando consegue autorização para se ausentar da sua atividade como servidor na Empresa de Turismo de Pernambuco (EMPETUR). “Gosto muito de encontrar os amigos e brincar o carnaval. Na Empetur, eu fui monitor de quatro cursos de formação turística e recepcionista para pessoas com Síndrome de Down, em Recife e Petrolina”, disse Bruno.
Além da graduação, Bruno tem no currículo exposições de fotografia e é um exímio dançarino de salão. A mãe Helena Ribeiro não tinha projeto nenhum para um dos seus três filhos, apenas a informação médica de que o perderia antes mesmo de completar 10 anos. ”O fundamental é acreditarmos que os sonhos deles são possíveis e dar os meios para realizá-los”, resumiu.