O Brasil é um país onde as diferenças sociais e econômicas ainda segregam milhares de pessoas, marginalizando-as do desenvolvimento social, econômico e político nacional.
A população jovem em situação de vulnerabilidade é atingida, buscando no ato infracional, muitas vezes, uma alternativa de sobrevivência. Atualmente, Pernambuco possui aproximadamente 1.200 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas de privação e restrição de liberdade (Funase) e 2.789 nos Centros de Referência Especializado de Assistência Social- CREAS ou nas organizações não governamentais em regime meio aberto, de liberdade assistida e/ou prestação de serviço à comunidade.
É importante observar que o número expressivo de adolescentes e jovens cometedores de atos infracionais no Estado torna-se pequeno em relação ao quantitativo populacional da faixa etária, levando à conclusão de que estes são muito mais vítimas do que autores de violência. Ousar romper esse ciclo de marginalidade e violência a que estão expostos os egressos, requer uma conjugação de esforços para construir e fortalecer habilidades e competências básicas e específicas. Principalmente, firmar parcerias com outras instituições para o acolhimento deles na sociedade, afinal, não se pode dar conta de tarefa tão complexa sem o engajamento rigoroso dos diversos setores.
O sucesso de qualquer acompanhamento de egressos depende diretamente de uma eficaz rede de apoio articulada em cada município e em cada comunidade, para sustentar ao processo de inclusão em um novo padrão de convívio. Neste contexto, o Governo do Estado tem buscado complementaridade, integração e parcerias com os diversos segmentos nas esferas governamental, não governamental e na rede privada para o desenvolvimento e (re)colocação desses jovens na sociedade, possibilitando mudança de comportamento, reformulação de projeto de vida e, sobretudo resgate e exercício de cidadania dos jovens que saem do sistema socioeducativo.